sexta-feira, 25 de setembro de 2009


RESUMO
“GRAÇA SALVADORA EM ROMANOS: ENTENDIMENTO DAS DOUTRINAS DA GRAÇA À LUZ DA EPÍSTOLA PAULINA”
Carlos Geovane

Este resumo aborda três das cindo doutrinas explanadas por João Calvino. Serão privados, intencionalmente, os dois pontos mais complexos e, por isso, debatidos: Expiação Limitada e Graça Irresistível. Não obstante, serão desenvolvidas as idéias de Depravação Total, Eleição Incondicional (terceiro mais debatido) e Perseverança ou Segurança dos Santos.
A Depravação Total pode ser explicada da seguinte maneira: uma vez que os homens se corromperam, oferecendo as costas aquele que os fez, o criador deles, então, resolveu castigá-los com a morte, ou seja, os puniu com a separação de Sua glória. A humanidade, por isso, se encontra em trevas, de modo que, por haverem escolhido tal lugar ao invés de Deus, este os rejeitou condenando-os ao inferno, lugar preparado para Satanás e seus anjos. Por esta causa, o ser humano se encontra incapaz de chegar a Deus, afinal, está cego nas trevas, e, por isso, não consegue enxergar a luz de Deus em meio à escuridão (Rm 3.9-18).
Por Eleição Incondicional, entende-se que o Senhor resolve agir de misericórdia para com alguns da raça caída, selecionando-os para a Salvação do lago de fogo e, por conseguinte, levando-os para o Reino do Filho do Seu amor. Deus, simplesmente pela sua bondade intrínseca, elegeu algumas pessoas para o céu, ao passo que deixou os outros seguirem os seus próprios caminhos. Se, por acaso, o Pai eterno não interferisse na Salvação da humanidade, eles, consequentemente, teriam permanecido a caminho do inferno devido à cegueira espiritual que os cercava. O Salvador não foi injusto para com os demais, mas, sim, bondoso e misericordioso em relação aos que foram eleitos pelo beneplácito da Sua vontade (Rm 9.11-18).
A Perseverança dos Santos, por sua vez, pode ser explanada assim: Tais eleitos são preservados por Deus para não decaírem da graça. É como se o Senhor os segurasse em Suas mãos, fazendo com que os seus escolhidos jamais caiam dela. Como sempre estarão seguros, os salvos perseverarão até o fim de suas vidas, podendo, é claro, desviar-se dos caminhos santos por conta da sua velha natureza que ainda habita neles. Todavia, eles, não passarão muito tempo afastados do Senhor, e antes de falecerem, voltarão ao Salvador, sendo, portanto, salvos da ira. Àqueles, que afirmam que viverão em pecado por conta de sua segurança, demonstra claramente que não está perseverando, evidenciando, assim, que não pertencem aos santos, os quais são conhecidos pelos seus frutos (Rm 8.30-39).
As doutrinas da graça não podem ser esquecidas pelos teólogos atuais, os quais dizem já estarem saturados destes princípios, debatidos desde Agostinho. Lembrar da TELIP é não esquecer que heresias surgem frequentemente e atacam fortemente tais preceitos. Apelações têm substituído apelos nos cultos. O livre-arbítrio vem sendo cada vez mais apregoado entre os cristãos. É responsabilidade dos servos de Deus estudarem com afinco as Escrituras, a fim de esmiuçarem minuciosamente as complexidades que a mesma possui para, então, lecionarem de maneira eficaz a Palavra de Deus.

terça-feira, 9 de junho de 2009


O que dizer dos anjos???

Bom, nesta postagem gostaria de comentar brevemente a respeito de uma passagem muito debatida, a qual não consigo enxergar dificuldades para defender o que penso. Na realidade, a dificuldade que enfrento, é tentar entender como alguém consegue pensar diferente.

Tal passagem diz respeito a Gn 6.1-4. Abordarei três interpretações, dentre as quais, frisarei uma, por crer, com toda a convicção possivel, ser a correta.

Uma das linhas de pensamento, sugerida pelos targuns aramaicos, afirma que um sistema monárquico de governantes tenha sido estabelecido na linhagem de Caim nesse momento histórico. Esta afirmação deixa a desejar no que diz respeito a evidências. Simplesmente, ainda não encontrei nenhuma.

Outra posição, a qual é mais propagada, defende que são seres angelicais que possuiram mulheres. Vejo aqui uma contradição a afirmação de Cristo de que anjos não se casam (Mc 12.25). Além disso não explica porque o enfoque recai nos mortais (v3) e no jugamento deles (vs 5-7).

Entrementes, não vejo problema algum ao defender que os filhos de Deus são os descendentes de Sete, e as filhas dos homens, as descendentes de Caim.

terça-feira, 2 de junho de 2009


Um dos assuntos mais polêmicos das Escrituras está relacionado à existência dos dons espirituais revelacionais. De um lado se encontram os “Cessacionistas”, pessoas que dizem que estes dons cessaram. O outro lado é composto por “Continuistas”, os quais afirmam que estes dons ainda se encontram em atividade.
O principal ponto debatido se encontra em 1Co 13; o termo “perfeito”, encontrado nos versos 10 e 12 é de grande valia para ambas posições. Não obstante, quero destacar apenas um destes dons, afim de não ser tão extenso, o dom de línguas, dom este que muitos, devido ignorância bíblica, utilizam em reuniões de adoração.

ALGUMAS PERGUNTAS E OBSERVAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS:

1. Em sua igreja, quando alguém fala em línguas outra pessoa se levanta para interpretar? Porque se não há intérprete aquele que está falando tem que se calar segundo a Bíblia!


2. A língua que é falada pode ser entendida por alguém de outro país? No dia de pentecostes pessoas de outros países podiam entender os apóstolos em sua próprias línguas!


3. As línguas já foram interpretadas pelo menos uma vez? Na época apostólica elas eram interpretadas.


4. As línguas têm sido faladas de forma decente e com ordem ou todos ao mesmo tempo fazendo muito barulho? Paulo orientou a falarem não mais de 04 por reunião, havendo quem interprete e alternadamente.


5. Vc que fala em línguas, alguma vez já entendeu o que disse. As pessoas que dizem falar, que tenho perguntado, dizem que não sabem o que disseram. Como algo assim, sem sentido, pode servir para edificação própria e/ou da Igreja?


6. O que dizer do espaço de tempo de mais de 1500 anos onde não houve "manifestações do Espírito" na Igreja, só voltando a acontecer com o início do movimento pentecostal?Peço que medite: Se a Escritura está completa e nada pode ser acrescentado, não é incoerente que o Espírito esteja se manifestando trazendo novas revelações por meio das línguas ou por qualquer outra forma que seja?


GRAÇA E PAZ...

terça-feira, 26 de maio de 2009


O Espírito Santo é uma pessoa
A crença na personalidade do Espírito Santo é uma das características da fé cristã. Esta crença deriva do exame preciso e cuidadoso de passagens bíblicas, e contrasta com a noção explicada por muitas seitas. Algumas seitas apresentam o Espírito Santo como sendo: uma influência impessoal, uma força ou uma energia.
A Palavra de Deus, entretanto, nos revela que o Espírito Santo é uma pessoa porque Ele possui uma mente, vontade e emoções:

INTELECTO
A palavra intelecto está associada à inteligência. Uma pessoa inteligente é aquela que possui a capacidade de compreender ou habilidade para resolver situações problemáticas novas, mediante a reestruturação dos dados perceptivos; é a pessoa que raciocina bem. Encontramos na Bíblia diversas referências que deixam bem claro que o Espírito Santo possui inteligência.
Ele ensina e faz lembrar, Jo 14: 26 - Já no Antigo Testamento o Espírito cumpria a missão de ensinar, Ne 9: 20. Ninguém discorda de que Ele é mestre por excelência e nos faz lembrar de tudo o que Jesus ensinou.

EMOÇÃO
É a habilidade de sentir as coisas ou a propriedade do organismo vivo de perceber as modificações do meio externo ou interno e de reagir a elas de maneira adequada. Sensibilidade refere-se aos sentimentos, às emoções, etc. O Espírito Santo sente e reage, assim como nós, quando nos emocionamos. Vejamos:
Amor, Rm 15: 30 - É o sentimento que predispõe alguém a desejar o bem-estar de outrem.

VONTADE
Vontade é a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões. O Espírito Santo tem vontade própria. Isto está evidenciado em suas atitudes, tanto no Antigo como no Novo Testamento:
No permitir ou impedir, At 16: 7 - O Espírito tem a direção da vida do crente. Todo aquele que é guiado por Ele deve estar pronto para fazer a sua vontade. Ele pode permitir, assim como impedir, aquilo que desejamos fazer.
MONARQUIANISMO, ARIANISMO, DENTRE OUTRAS SEITAS, DISCORDAM DESTA LINHA DE PENSAMENTO, A QUAL, COMO PODEMOS OBSERVAR É BÍBLICA!

terça-feira, 19 de maio de 2009


Vários da igreja de Corinto duvidavam da ressurreição de Cristo. Paulo então se sentiu obrigado a apregoar verdades que combatecem tamanho engano (1Co 15. 12-19). Como explicar um corpo que de repente, simplesmente, desaparece de um túmulo, onde seriam necessárias muitas pessoas para tirarem o cadáver de tal lugar? Se ele não ressuscitou, porque os guardas que o deixaram fugir não foram mortos? E, mais, o que levaria uma porção de homens e mulheres morrerem defendendo uma idéia que partira de uma mentira deles próprios?

Tais indagações são impossíveis de serem respondidas, a não ser concluindo que todos àqueles autores do engano eram loucos. Pois um guarda que deixava, mesmo sem querer, um fugitivo escapar era morto (At 16.27). As primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo diziam vê-lo! Estas afirmações perduram até hoje sendo anunciadas por pessoas que creêm que Paulo, Pedro, João e outros realmente viram a Jesus, e este ressucitado. Pedro, por sinal, pediu para morrer de cabeça para baixo, pois iria ser crucificado. Ele afirmou que não era digno de morrer como Cristo morreu. Ou este homem que disse que viu a Cristo ressucitado, O viu de fato, ou era louco, a ponto de morrer devido a esta visão.

Que as palavras do próprio Senhor seja suficiente para nós jamais hesitarmos (Jo 20.26-29)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Em meio a vastidão de assuntos que a Teologia abrange, alguns se destacam por serem, aparentemente, controversos. Dentre estes quero destacar a "Tentação de Cristo". Mt 4. 1-11 fala sobre tal acontecimento, lá vemos Jesus sendo tentado por Satanás em três áreas. Acontece que Cristo, segundo as Escrituas, é Deus (Jo 10.10). Diante desta afirmativa surgem dois questionamentos bastante complexos: Ele poderia ter pecado? Deus pode ser tentado?
Observando Hb 4. 15 e Tg 1.13, fazemos algumas indagações concernente a dificuldade de se entender como tais passagens não se contradizem. O primeiro versiculo nos diz que Jesus foi tentado em todas as coisas; O segundo, por sua vez, diz que Deus não pode ser tentado. Se Jesus é Deus, como resolver esta aparente polêmica?
Alguns teólogos renomados explicam, mais ou menos, o seguinte: O Jesus homem poderia ser tentado, mas por ser Deus, não poderia pecar. Concordo, plenamente, com a segunda parte, porém, não tenho facilidade em aceitar a primeira. Por ser traducionista, creio que a natureza pecaminosa é gerada pelo pai, somente. Logo, se Cristo não teve um pai humano, também não nasceu com a tendência de pecar, pois não herdou esta caracteristica.
Estudarei um pouco mais, e tentarei escrever algo plausível aqui, neste blog!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os Ebionitas dizem que Cristo nasceu de José e Maria, simplesmente! Nossa!!! Será que eles têm idéia do que estão falando? Bom, a Palavra de Deus diz que o Filho veio antes do casal ao menos contrair relações sexuais. Como pode um filho nascer sem ser fruto de uma relação sexual? Seria Ele um Deus por acaso?
Bem, respondo esta indagação da seguinte forma: ele realmente não foi gerado através da relação sexual, mas nem por isto dou razão a tamanha seita. Diferencio-me deles pela seguinte razão: alguém teria que ter feito o filho na mulher. Não obstante, respondo ainda este questionamento: Deus o fez através de uma atitude sobrenatural, a qual está descrita no inicio do Evangelho de Lucas.

SENDO UM TANTO QUANTO OTIMISTA: TALVEZ ELES LEVASSEM EM CONTA ESTE JARGÃO: Pai é o que cria... rsrsrsrs*